O Hospital de Santo António confirmou esta noite a morte do músico de 28 anos Angélico Vieira, dias após o desastre de automóvel que também vitimou outro jovem e feriu duas outras pessoas. A informação foi divulgada por um porta-voz da unidade hospitalar portuense cerca das 23h45 de terça-feira. Angélico encontrava-se há várias horas em morte cerebral após o agravamento do seu estado de saúde.
O cantor sofrera um grave traumatismo cranio-encefálico na sequência do acidente de viação da madrugada de sábado. O funeral, em data ainda a anunciar, será realizado em Lisboa. Foi na A1, perto de Estarreja, que o BMW da vítima entrou em despiste após o rebentamento de um pneu. Angélico e dois outros ocupantes não estavam a usar cinto de segurança e foram projectados para o exterior da viatura. Um destes teve morte imediata ao ser atropelado por um segundo automóvel.
Uma jovem mulher encontra-se gravemente ferida. Angélico resistiu quatro dias a graves lesões, até entrar em morte cerebral, tendo os médicos do Santo António desligado o suporte de vida na terça-feira. Esta noite, nas imediações do hospital, vários fãs lamentaram a morte do cantor e actor, popularizado pela participação na telenovela juvenil Morangos com Açúcar e na boys band D'ZRT.
Momentos antes do anúncio do falecimento do jovem artista, registou-se ainda um momento de alguma tensão quando um visitante da unidade hospitalar agrediu um fotógrafo, alegando assédio por parte do repórter de imagem. A cobertura mediática da hospitalização de Angélico ficou marcada pelos constantes directos dos canais noticiosos e pela ausência de privacidade reservada a amigos e familiares das vítimas do acidente de sábado. A notícia da morte do músico motivou mesmo a interrupção da emissão da TVI, canal que lançou a carreira do cantor. Na internet, a notícia do óbito também domina as atenções, sobretudo nas redes sociais twitter e Facebook, onde fãs mas também figuras públicas expressam o seu pesar pelo desaparecimento do jovem artista.
BIOGRAFIA
Sandro Milton Vieira Angélico nasceu a 31 de dezembro de 1982, em Lisboa. A rampa de lançamento deste ator e músico português surgiu em 2004, com a sua participação na novela juvenil da TVI.
Antes disso, Angélico Vieira começou o seu percurso como modelo, integrando a agência DXL Models, enquanto estudava gestão de empresas. A licenciatura nunca chegou a ser concluída, uma vez que depois de ter integrado o elenco de «Morangos Com Açúcar», o artista nunca mais parou. O jovem ator desempenhou o papel de «David» e conheceu aquela que seria a sua namorada durante muito tempo, a atriz Rita Pereira. A mediática relação durou cerca de cinco anos e quando chegou ao fim, em 2009, fez correr muita tinta na imprensa nacional. Esta participação na série juvenil trouxe-lhe igualmente a oportunidade de vingar na indústria musical portuguesa.
«Desde sempre fui um apaixonado por música, muito influenciado pelos meus dois tios que comigo cresceram. Um tinha um grupo de rap quando nem se ouvia falar de hip hop nas rádios, e ficavam lá em casa a ensaiar, e eu sempre muito atento. O outro tinha como melhor amigo um DJ e passavam manhãs inteiras a organizar pastas com os mais diversos tipos de música, desde house a kuduru, kizomba, reggae, pop, r&b... Com eles, eu ouvia de tudo», pode ler-se no site oficial do cantor.
Juntamente com os colegas de elenco, Edmundo Vieira, Vítor Fonseca e Paulo Vintém, Angélico Vieira assumiu o papel de líder da banda D'ZRT, uma «boysband» que acabou por se tornar um dos maiores fenómenos da música nacional. Foram três anos cheios de sucessos para «a banda dos Morangos Com Açúcar», vendendo milhares de discos, atuando nas salas mais emblemáticas de norte a sul do país e arrastando consigo uma legião de fãs. Paralelamente, Angélico continuou a apostar na sua carreira na representação, integrando inúmeros projetos de ficção nacional no canal de Queluz de Baixo, «Doce Fugitiva», «Feitiço de Amor» e «Espírito Indomável», e participando ainda no filme «20.13 Purgatório», de Joaquim Leitão, em 2006.
A carreira como ator também alcançou notoriedade além-fronteiras. Em 2007, Angélico Vieira rumou ao Brasil para integrar o elenco da novela «Dance, Dance, Dance», da Rede Bandeirantes. Em 2008, Sandro, nome pelo qual era tratado pelos familiares e amigos mais próximos, decidiu lançar-se como artista a solo, iniciando o processo de composição daquele que seria o seu primeiro álbum. «Angélico» foi lançado em setembro de 2008, sendo logo anunciado como disco de ouro.
No passado sábado, dia 25 de junho de 2011, Angélico Vieira iria apresentar o seu segundo álbum de originais, no espetáculo «Morangomania», mas viu-se impossibilitado de comparecer no evento devido ao violento acidente de automóvel que sofreu, às 3 horas da madrugada, e que lhe provocou um grave traumatismo crânio-encefálico.
Antes disso, Angélico Vieira começou o seu percurso como modelo, integrando a agência DXL Models, enquanto estudava gestão de empresas. A licenciatura nunca chegou a ser concluída, uma vez que depois de ter integrado o elenco de «Morangos Com Açúcar», o artista nunca mais parou. O jovem ator desempenhou o papel de «David» e conheceu aquela que seria a sua namorada durante muito tempo, a atriz Rita Pereira. A mediática relação durou cerca de cinco anos e quando chegou ao fim, em 2009, fez correr muita tinta na imprensa nacional. Esta participação na série juvenil trouxe-lhe igualmente a oportunidade de vingar na indústria musical portuguesa.
«Desde sempre fui um apaixonado por música, muito influenciado pelos meus dois tios que comigo cresceram. Um tinha um grupo de rap quando nem se ouvia falar de hip hop nas rádios, e ficavam lá em casa a ensaiar, e eu sempre muito atento. O outro tinha como melhor amigo um DJ e passavam manhãs inteiras a organizar pastas com os mais diversos tipos de música, desde house a kuduru, kizomba, reggae, pop, r&b... Com eles, eu ouvia de tudo», pode ler-se no site oficial do cantor.
Juntamente com os colegas de elenco, Edmundo Vieira, Vítor Fonseca e Paulo Vintém, Angélico Vieira assumiu o papel de líder da banda D'ZRT, uma «boysband» que acabou por se tornar um dos maiores fenómenos da música nacional. Foram três anos cheios de sucessos para «a banda dos Morangos Com Açúcar», vendendo milhares de discos, atuando nas salas mais emblemáticas de norte a sul do país e arrastando consigo uma legião de fãs. Paralelamente, Angélico continuou a apostar na sua carreira na representação, integrando inúmeros projetos de ficção nacional no canal de Queluz de Baixo, «Doce Fugitiva», «Feitiço de Amor» e «Espírito Indomável», e participando ainda no filme «20.13 Purgatório», de Joaquim Leitão, em 2006.
A carreira como ator também alcançou notoriedade além-fronteiras. Em 2007, Angélico Vieira rumou ao Brasil para integrar o elenco da novela «Dance, Dance, Dance», da Rede Bandeirantes. Em 2008, Sandro, nome pelo qual era tratado pelos familiares e amigos mais próximos, decidiu lançar-se como artista a solo, iniciando o processo de composição daquele que seria o seu primeiro álbum. «Angélico» foi lançado em setembro de 2008, sendo logo anunciado como disco de ouro.
No passado sábado, dia 25 de junho de 2011, Angélico Vieira iria apresentar o seu segundo álbum de originais, no espetáculo «Morangomania», mas viu-se impossibilitado de comparecer no evento devido ao violento acidente de automóvel que sofreu, às 3 horas da madrugada, e que lhe provocou um grave traumatismo crânio-encefálico.

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